Programa por cultura Leitura de ~9 min Por Bairragri

Fertilização do abacate: produção constante, calibre e conservação

O abacateiro é uma árvore com um problema clássico: um ano carrega, no ano seguinte descansa. Grande parte dessa "montanha-russa" começa na forma como o alimentamos. Vamos ver como nutrir a cultura para produzir todos os anos, com fruta de bom calibre e que aguenta a pós-colheita.

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Quem produz abacate conhece bem a frustração: uma campanha excelente, seguida de uma fraca; fruta grande num ano, pequena no outro. A tentação é sempre "dar mais adubo". Mas no abacate, mais azoto costuma piorar o problema em vez de o resolver. A chave não está na quantidade — está em alimentar a parte certa da árvore, no momento certo. É exatamente isso que a fertilização funcional da Levity procura fazer, e é o que a Bairragri distribui em Portugal.

As nossas recomendações para o abacate

Quatro produtos, quatro funções que se complementam ao longo da campanha:

Lono

Lono

Produção

Azoto na forma amínica estabilizada — orienta a árvore para fruto e flor, não para rama. Combate a alternância bianual.

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Albina

Albina

Conservação

Cálcio com tecnologia LoCal™ — mais firmeza, menos podridão apical e melhor vida pós-colheita.

Ver Albina →
Indra

Indra Plus

Proteção

Ajuda a árvore a resistir a calor, frio, salinidade e seca — mantendo produção e qualidade sob stress.

Ver Indra Plus →
Damu

Damu

Calibre

Boro móvel — leva a energia da folha para o fruto, dando maior calibre e melhor vingamento.

Ver Damu →

Lono — produção todos os anos, sem a "alternância bianual"

O que é a alternância bianual?

É aquela tendência do abacateiro para dar um ano de muita fruta (e pequena), seguido de um ano de pouca fruta (e maior). É um dos problemas mais comuns e mais caros de quem produz abacate — e outras árvores de fruto.

Porque é que acontece?

O abacateiro é invulgar: cultiva três colheitas ao mesmo tempo — o fruto deste ano, as flores para o próximo ano e a madeira que dará a colheita do ano seguinte. Para produzir de forma constante, a árvore tem de repartir a sua energia de forma equilibrada entre fruto, flor e rebentação. Quando desequilibra — por exemplo, ao concentrar tudo no fruto deste ano — sacrifica as flores do próximo. Resultado: o tal "ano sim, ano não".

E aqui está a parte importante: este desequilíbrio raramente acontece na natureza. Na maior parte dos casos, é consequência da quantidade e da forma do azoto que aplicamos.

Nitrato vs. amina — a raiz do problema

O azoto absorvido na forma de nitrato é processado nas folhas e desencadeia a hormona auxina, que empurra a árvore para crescimento vegetativo (rama, ramos compridos, ladrões). Já o azoto na forma de amina é processado nas raízes e desencadeia a citocinina, que favorece fruto, flor e raiz. Ou seja: a mesma quantidade de azoto pode dar rama ou dar fruto — depende da forma em que a planta o recebe.

O problema é que, mesmo quando se aplica azoto em forma amina, os microrganismos do solo convertem-no rapidamente em nitrato antes de a árvore o aproveitar. Por isso, na prática, o abacateiro acaba quase sempre a "comer" nitrato — e a crescer em rama. Quanto mais azoto damos, mais desequilíbrio geramos, e mais fertilizante acabamos a podar e a deitar fora todos os anos.

A solução: Lono

O Lono usa a tecnologia LimiN™, que fornece o azoto numa forma amina estabilizada — "invisível" aos microrganismos. Assim, a amina mantém-se como amina, e a árvore absorve a maior parte do azoto na forma que favorece fruto e flor, com entrenós mais curtos e rebentação uniforme. Usado ao lado da adubação azotada habitual, o Lono ajuda o abacateiro a repartir o crescimento de forma equilibrada — e a produzir de forma mais constante, ano após ano.

Recomendação — Lono Aplicar ao longo da campanha, 5 L/ha por mês, de preferência por fertirrigação (gota-a-gota); em pomar sem rega instalada, pode ser aplicado em pulverização foliar.

Vídeo Levity: o efeito da forma do azoto na alternância bianual do abacate.

Albina — qualidade e conservação (o segredo é o cálcio certo, na hora certa)

O cálcio é decisivo no abacate: a sua falta está por trás da podridão apical (que torna fruta inteira não comercializável) e da perda de firmeza. Fruta firme e com polpa rija aguenta melhor o transporte e a prateleira — e isso depende de bons níveis de cálcio no fruto.

O problema é que os fertilizantes de cálcio convencionais dão resultados irregulares no abacate. E a razão é subtil: a deficiência de cálcio no fruto não depende da quantidade aplicada, mas sim da capacidade do fruto de transportar e absorver esse cálcio. É por isso que aparecem sintomas de falta de cálcio no fruto mesmo quando a folha tem cálcio a mais.

Porque é que o cálcio "não entra" no fruto

A absorção de cálcio está ligada à presença de auxina. Tecidos ricos em auxina absorvem cálcio com facilidade; tecidos pobres em auxina têm dificuldade — por muito cálcio que exista à volta. Ora, a auxina no fruto do abacate é mais alta entre a floração e os primeiros 5 mm de fruto (fase de divisão celular). Depois, à medida que o fruto engorda, a auxina cai — e fica cada vez mais difícil meter cálcio lá dentro. Por isso, no abacate, o que conta é o timing, a colocação e a absorção, não a quantidade nem a frequência.

A solução: Albina

A Albina usa a tecnologia LoCal™, pensada precisamente para isto: permite que o fruto do abacate (naturalmente pobre em auxina) absorva cálcio mesmo na ausência dela. Ou seja, a Albina leva o cálcio para dentro do fruto em maturação, onde os fertilizantes convencionais não conseguem chegar. E porque é eficiente, obtêm-se bons resultados com muito pouco produto — sem cálcio a mais aplicado e desperdiçado.

Indra e Damu — proteger a árvore e encher o fruto

O boro é um dos nutrientes mais difíceis de acertar, e no abacate ainda mais: a árvore produz dois tipos de açúcares, e só um deles transporta boro. Para perceber porque é que o boro "às vezes resulta, às vezes não", há que olhar para duas coisas — a transpiração e a fotossíntese.

Transpiração: como o boro sobe na árvore

O boro sobe das raízes como ácido bórico, pela corrente de transpiração (o xilema). Tudo o que reduza a transpiração — calor, salinidade, seca, stress — faz a árvore fechar os estomas e trava a subida do boro. Por isso, o clima e o maneio pesam mais no boro que chega às folhas do que a própria dose de boro aplicada.

Fotossíntese: como o boro entra no fruto

Depois de chegar à folha, o boro tem de ser redistribuído para frutos e flores. E o abacate usa um açúcar específico (o perseitol, um açúcar C7) para transportar o boro até ao fruto. Se a árvore, sob más condições de luz ou stress, produz menos desse açúcar C7, então chega menos boro ao fruto — por muito boro que se aplique.

As soluções: Indra e Damu

Indra ajuda a árvore a manter a transpiração e a fotossíntese em condições de stress, estimulando a produção de antioxidantes. Ao manter a transpiração, o boro continua a subir até à folha; ao manter a fotossíntese, a árvore continua a produzir os açúcares C7 que levam o boro ao fruto e à flor. É, no fundo, o "seguro" da campanha contra o calor e a seca.

Damu é o fertilizante de boro que ajuda a árvore a translocar mais boro para fruto e flor. Combina o boro com estimulantes que aceleram a absorção e o carregamento no floema — por isso pequenas aplicações de Damu rendem mais do que grandes doses de boro convencional. Aplicado à folha, melhora o vingamento e o desenvolvimento de fruto e flor, e ajuda pomares mais sombreados a manter o boro a chegar onde é preciso.

Recomendação — Indra e Damu Indra: aplicar mensalmente nos períodos de stress, 1 L/ha, por via foliar.  ·  Damu: aplicar nas fases de fruto e flor, cada 4–6 semanas, 2 L/ha por via foliar, com água suficiente para boa cobertura.

Vídeo Levity: o papel do boro na fisiologia do abacate.

Dados de ensaio

Os fertilizantes Levity para abacate são testados de forma independente em várias partes do mundo, para garantir que superam os convencionais nas mais diversas condições de clima e maneio. Um exemplo é o ensaio independente na Basson Farm, em Tzaneen (África do Sul, 2018/19): numa parcela de 1 ha de terreno de abacate de primeira, sob micro-rega, aplicaram-se produtos Levity em blocos de ensaio, deixando uma zona como testemunha. As aplicações foram feitas por atomizador (mist-blower). Os blocos tratados registaram mais quilos por árvore e mais toneladas por hectare face à testemunha.

Todos os produtos referidos são fertilizantes com marcação CE (Reg. UE 2019/1009). Os resultados de campo dependem das condições de cada pomar; o nosso apoio técnico ajuda a adaptar o programa à sua realidade.

Produz abacate? Vamos montar o seu programa.

A Bairragri ajuda-o a definir doses e calendário para a sua parcela — e pode montar um ensaio com testemunha para ver o resultado no seu pomar.

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📞 +351 231 203 768  ·  ✉️ geral@bairragri.pt
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