Tecnologia Levity Leitura de ~6 min Por Bairragri

Lono e a tecnologia LimiN™: porque a forma do azoto muda tudo

Aplicar mais azoto nem sempre é dar mais azoto à planta. Explicamos a tecnologia por trás do Lono+ e do Lono K — e porque, muitas vezes, metade da dose chega para produzir mais.

← Voltar ao blog

Há uma ideia enraizada na fertilização: se a planta precisa de mais azoto, aplica-se mais azoto. Na prática, boa parte desse azoto nunca chega a ser usado — perde-se para o ar e para a água antes de a planta o aproveitar. A tecnologia LimiN™, presente nos fertilizantes Lono da Levity, ataca precisamente esse problema: em vez de aumentar a quantidade, muda a forma do azoto para que a planta o absorva de forma direta e eficiente.

Primeiro, quem é a Levity Crop Science

A Levity Crop Science é uma empresa britânica fundada pelo Dr. David Marks, especialista em fisiologia vegetal. Nasceu de uma pergunta diferente da habitual na fertilização: em vez de perguntar apenas "que nutrientes faltam?", a Levity pergunta "os nutrientes que aplicamos estão a chegar ao sítio certo, na forma certa, no momento certo?".

Daí o conceito de fertilização funcional: fertilizantes desenhados para controlar o transporte dos nutrientes dentro da planta e a forma como esta os processa — não apenas para os fornecer. É uma abordagem apoiada em ensaios independentes em mais de 40 países, com tecnologias registadas para azoto, cálcio, boro, resistência ao stress e silício. A Bairragri é o distribuidor exclusivo da Levity em Portugal.

O problema do azoto convencional

Toda a ureia contém dois grupos amina (NH₂) — a forma de azoto que a planta consegue absorver e usar diretamente, praticamente sem gasto de energia. O problema não é a ureia em si; é o que lhe acontece assim que entra em contacto com o solo e com as folhas.

Em condições normais, a enzima urease converte rapidamente esse azoto amínico em amónio e depois em nitrato. E é aí que começam as perdas:

O resultado é conhecido de qualquer produtor: aplica-se uma dose generosa e, ainda assim, mais de metade pode perder-se antes de a planta a aproveitar. E há um segundo custo, mais subtil. Quando a planta absorve azoto na forma de nitrato, tem de o reduzir internamente antes de o poder usar — um processo que consome cerca de 12 vezes mais energia do que usar diretamente a forma amina. Essa energia é desviada da produção de flores, frutos e raízes para o crescimento de rama. Daí o excesso de vegetação, o sombreamento, a maior pressão de doença e a perda de qualidade que muitas vezes acompanham a adubação azotada intensiva.

O que a tecnologia LimiN™ faz de diferente

A LimiN™ estabiliza quimicamente o radical amínico (NH₂), impedindo que a urease o converta tão depressa em amónio e nitrato. Ao manter o azoto na forma amina, acontecem duas coisas em simultâneo:

Em termos práticos, o efeito é contra-intuitivo mas consistente: menos azoto aplicado, mais azoto aproveitado, e um crescimento reorientado para a produção em vez da rama. Em várias culturas, é possível reduzir a dose total de azoto da exploração em 30 a 50% sem perder produção — em alguns ensaios, com produção superior.

Em resumo

A LimiN™ não dá mais azoto à planta. Dá-lhe o azoto numa forma que ela usa melhor, com menos perdas para o ambiente e menos energia gasta. O segredo está na forma do azoto, não na quantidade.

Os dois Lonos: Lono+ e Lono K

A gama Lono aplica a tecnologia LimiN™ em dois produtos, pensados para fases diferentes do ciclo da cultura. Muitas explorações usam os dois de forma complementar ao longo da campanha.

L+

Lono+

LimiN™ · Azoto amínico + cálcio e micros

O azoto de base da campanha. Alimenta o crescimento de forma equilibrada — raiz, folha funcional e estrutura — sem disparar em rama. Traz também cálcio, magnésio e micronutrientes. É o produto de eleição no arranque e nas fases de crescimento vegetativo.

Ver ficha do Lono+ →
LK

Lono K

LimiN™ · Azoto amínico + potássio

O mesmo azoto eficiente, agora combinado com potássio — o nutriente do enchimento e da qualidade. Sustenta calibre, matéria seca, cor e teor de açúcar (brix) nas fases de enchimento e maturação, sem provocar novo surto de vegetação numa altura em que a planta deve estar focada no fruto.

Ver ficha do Lono K →

A lógica é simples de reter: Lono+ constrói a planta na primeira parte do ciclo; Lono K enche e dá qualidade ao fruto na segunda. Ambos partilham a mesma vantagem de fundo — azoto amínico estabilizado, absorvido de forma direta e sem as perdas do azoto convencional.

O que isto significa no terreno

Para o produtor, a tecnologia LimiN™ traduz-se em quatro benefícios concretos:

Estes efeitos estão documentados em ensaios independentes — em batata, beterraba, cebola, hortícolas, pequenos frutos, vinha e pomar, entre outras culturas — muitos deles obtidos com metade da dose de azoto convencional.

Uma nota prática

O Lono é sobretudo um produto de fertirrigação: sempre que a cultura tem rega instalada, o ideal é aplicá-lo pela rega, junto à zona radicular. A pulverização foliar reserva-se para culturas baixas — hortícolas como batata, couve e afins. Evite misturar com fertilizantes de alto teor de fosfato (risco de precipitação) e faça sempre um jar test ao introduzir um produto novo. A dose e o calendário certos dependem da cultura e da fase — é aí que entra o aconselhamento técnico.

Quer testar o Lono na sua cultura?

Ajudamos a definir a dose e o calendário, e podemos montar um ensaio com testemunha na sua parcela para ver o resultado no terreno.

Falar com a Bairragri